Mostra Ecofalante

Em Piracicaba, 11º edição acontece gratuitamente em seis espaços

Cidade vai receber programação do mais importante evento audiovisual da América do Sul

Da Redação
02/08/2022 às 08:17.
Atualizado em 02/08/2022 às 08:17

“Animal” (2021) foi lançado no Festival de Cannes (Divulgação)

Entre 2 e 19 de agosto, Piracicaba recebe a programação da 11º edição da Mostra Ecofalante de Cinema, o mais importante evento audiovisual da América do Sul dedicado às temáticas socioambientais.

Até o momento, estão confirmadas sessões em 18 instituições de ensino e espaços culturais. As sessões abertas ao público acontecerão no Sesc Piracicaba, Teatro de Engenho, Esalq/USP, Horto de Tupi, Teatro do Sesi - Vila Industrial, Unimep.

Também serão realizadas exibições educacionais no Colégio Piracicabano, Colégio Objetivo, Fumep, Etec Cel. Fernando Febeliano da Costa, Etec Dep. Ary de Camargo Pedroso, Fatec, Anhembi Morumbi, IFSP, Senai Mário Dedini, Senai Mário Henrique Simonsen, Sesi Jardim Planalto, Senac e Unisal. Além da exibição de filmes, diversas sessões serão seguidas de debates ou bate-papos com convidados especiais. Todas as atividades são gratuitas. 

Entre os destaques da programação está o elogiado documentário “Animal” (2021), lançado no Festival de Cannes, nesta terça-feira, às 20h, no Sesc. Neste filme, o diretor francês Cyril Dion aborda, a partir de dois jovens ativistas, uma geração convencida de que seu futuro está em perigo. Também será exibido no evento “Ascensão” (2021), de Jessica Kingdon, indicado ao Oscar de melhor documentário.

O longa oferece um impressionante retrato do “Sonho Chinês”, expressão cunhada pelo Secretário-Geral do Partido Comunista e presidente da China Xi Jinping; a obra expõe a busca paradoxal por riqueza e progresso na China do século 21. Já “Uma Vez Que Você Sabe” (2020), do documentarista Emmanuel Cappellin, traz um alerta: para uma parte dos cientistas, a oportunidade de evitar mudanças climáticas catastróficas já passou. A obra, exibida em eventos na Itália, Reino Unido e Hong Kong, coloca a pergunta: como se adaptar ao colapso? 

“O Território” (2022), produzido por Darren Aronofsky (diretor de “Réquiem para um Sonho” e “Mãe!”) e dirigido por Alex Pritz, foi vencedor do prêmio especial do júri e prêmio do público no Festival de Sundance. O filme fala da luta do povo indígena Uru-eu-wau-wau, em Rondônia, e de ativistas como Neidinha Suruí que lutam para proteger a terra indígena e a floresta da invasão por grileiros.

"A Mãe de Todas as Lutas", de Susanna Lira, é um documentário que recorre à memória para vislumbrar um futuro de mudanças sob a ótica feminina. O filme acompanha a trajetória de Shirley Krenak e Maria Zelzuita, mulheres que estão no front da luta pela terra no Brasil. “Lavra” (2021), de Lucas Bambozzi, foi exibido no IDFA-Amsterdã e premiado no Festival de Brasília; o filme aborda o rompimento da barragem em Mariana (MG), a maior tragédia ambiental do Brasil.

Exibido no Festival de Cannes, “Caminhando sobre as Águas” (2021), de Aïssa Maïga, retrata os habitantes de uma pequena aldeia no Níger, que lutam para ter acesso à água no meio do deserto vítima do aquecimento global. “As Sementes de Vandana Shiva” (2021), de Camilla Becket e James Becket, conta a história de vida notável da ecoativista gandhiana Dra. Vandana Shiva, revelando como ela enfrentou os Golias corporativos da agricultura industrial. Por sua vez, “Geração Z” (2021), de Liz Smith, examina como a revolução digital está impactando nossa sociedade, nosso cérebro e nossa saúde mental.

A programação inclui ainda o canadense “Beleza Tóxica” (2019), de Phyllis Ellis; “Ladrões do Tempo” (2018), uma coprodução Espanha/França dirigida por Cosima Dannoritzer; “Injustiça Climática” (2018), de Judith Helfand, entre outros. Veja todos os filmes no site ecofalante.org.br.

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