XV de Piraccicaba

Os desafios de Cléber

Valorizar a base, fazer uma boa Copinha e dar estabilidade para a A2 estão entre suas missões

José Ricardo Ferreira
14/05/2022 às 08:48.
Atualizado em 14/05/2022 às 08:49

Em 2016, Cléber levou o XV a ser o número 1 da Copinha: título inédito (Mateus Medeiros)

Os desafios do técnico do XV de Piracicaba, Cléber Gaúcho, só estão começando. Pela quinta vez ele assume o Alvinegro e, sem dúvidas, tem a confiança de grande parte da torcida. Em 2016 levou o time ao título da Copa Paulista, o que garantiu a equipe a disputa, em 2017, de um Campeonato Brasileiro, no caso o da Série D.

A conquista da Copa Paulista aconteceu sobre a rival Ferroviária em 2016. O título diante veio após vitória, por 2 a 0, com dois gols de Rafael Gomes, em Piracicaba, no jogo de ida. Na volta, em Araraquara, o XV perdeu por 3 a 1 no tempo normal, mas conquistou o título inédito nas cobranças de pênaltis.

O Alvinegro voltou, em 2017, a disputar um Campeonato Brasileiro depois de 14 anos. 
O XV havia disputado em 2003 a Série C do nacional e foi eliminado ainda na primeira fase. Na oportunidade estava ao lado de rivais como a Inter de Limeira e Ituano. Hoje, para inveja do torcedor alvinegro, esses dois clubes disputam a elite do futebol paulista. E também estão no Campeonato Brasileiro das Séries D e B, respectivamente.

São esses status que o XV sonha. Voltar a elite do estadual - o time está na Série A2 desde 2017 -, e voltar a jogar o Brasileirão a começar pela Série D.

Em 2017, Cléber comandou o time na Série D nacional, mas a equipe foi desclassificada ainda na primeira fase.

O desafio do treinador que sucedeu Roberto Cavalo, agora, é mais consistente: bancar o projeto de promover pratas da casa e chegar na Série A2 de 2023 com um time mais competitivo. Claro que não entrará na Copa Paulista deste ano apenas para “treinar”.

Um título esse ano ajudaria a amenizar o vexame das quartas de final do Paulistão A2 onde foi eliminado com duas derrotas diante do São Bento, sendo que no jogo de volta perdeu por 5 a 1 para o São Bento em pleno Barão da Serra Negra.

“O XV foi o clube que me abriu as portas para iniciar minha carreira. Tive momentos maravilhosos aqui. Fiquei muito feliz pelo convite. Estamos aqui para buscar a identidade que o torcedor tanto gosta, então nos cabe essa missão. Sabemos da responsabilidade que nós temos. O XV é uma equipe de tradição, uma camisa pesada, o torcedor é apaixonado, vibrante, participativo e esperamos que juntos a gente consiga ter a felicidade que nosso time dê orgulho pro torcedor”, afirmou o treinador.

A atenção especial aos pratas da casa é compartilhada com o gestor de futebol, Douglas Pimenta. “Desde que nós tivemos o convite (de voltar ao clube), eu e o Douglas estamos atentos para buscar o perfil de atleta que seja condizente com o que o torcedor quer. O atleta aguerrido e que busca projeção na carreira. O XV propicia essa condição ao atleta, pela estrutura que tem. O mercado está difícil, pelas competições que estão em andamento, como séries C e D do Brasileiro. Além da A3 do Paulista. Vamos olhar, também, para os nossos atletas que aqui estão. Dar oportunidade e sequência”, prometeu o técnico que também já foi jogador do Alvinegro.

O retorno às atividades acontece na segunda-feira (16) à tarde quando a comissão técnica será apresentada aos 12 jogadores remanescentes da A2. Após isso se iniciam os primeiros exames médicos.

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