Cultura religiosa

Luciano Almeida não aceita ser festeiro da Festa do Divino

Atual prefeito quebra uma tradição que vinha desde a década de 70

Romualdo Cruz Filho
13/05/2022 às 15:18.
Atualizado em 13/05/2022 às 15:20

Este ano, a parte religiosa terá inicio no próximo dia 29 (Divulgação)

O prefeito Luciano Almeida não será o festeiro de 2023 da Festa do Divino Espírito Santo. Ele alegou aos organizadores que não terá espaço em sua agenda para as atividades oficiais do evento. Assim, quebra uma das tradições mais antigas da cidade. Desde a década de 70, todos os prefeitos assumiram a função. Em seu lugar foi escolhido o secretário de Ação Cultural, Adolpho Queiroz e Elisabete Bortolin.

No caso do atual prefeito, ele foi convidado em seu primeiro ano de mandato, como de costume, para ser festeiro em 2023. Isso se deu devido à pandemia, porque foram dois anos comprometidos e com a realização apenas da parte religiosa. O próprio festeiro desses dois anos foi Marco Antonio Franco Bueno, que teve seu mandato prorrogado. 

O convite foi feito em um dia da visita da bandeira oficial do Divino Espírito Santo no gabinete do prefeito, no prédio do Centro Cívico, com a presença do festeiro de 2021. O prefeito não se posicionou no momento e pediu apenas que o convite fosse oficializado, porque ele queria entender um pouco melhor como funcionava a festa.

O convite foi oficializado e seguiu, inclusive, com os protocolos atualizados para a festa, explicando a função do festeiro. Dias após, o ofício foi respondido e estava lá a alegação de excesso de compromissos, por isso ele não poderia participar. A partir dessa resposta oficial, o professor Adolpho foi escolhido, devido à sua participação ativa como devoto e atuante em prol das festividades. Ele se tornou o representante político, como rege a tradição.

A escolha do festeiro se dá de acordo com regras estabelecidas nos primórdios da atividade cultural. Por isso não há regra escrita em estatuto ou protocolos. Primeiro a ser convidado em cada mandato do presidente da Irmandade é o prefeito da cidade, no ano seguinte, uma pessoa da Zona rural, no terceiro ano, um convidado da comunidade.

O festeiro da zona rural era de extrema importância, porque ele costumava doar boi, porco ou galinha para os leilões, ajudava a gerar recursos para cobrir todos os custos, enfim. Mas com a mudança do Código de Postura e o fim dos leilões de animais vivos, foram feitas algumas adequações na escolha. 
Passou-se então a serem convidados um político, uma pessoa da comunidade e ou terceiro, conforme as circunstâncias. Poderia ser um empresário, um deputado, uma pessoa de destaque, etc. Desde que fossem pessoas ativas na Irmandade do Divino, seja como voluntário ou colaborador de qualquer natureza. 

Por isso, em 2019 o festeiro foi a secretária de Cultura Rosângela Camolese (devota), em 2020, o senhor Marco Antonio Franco Bueno (devoto), com função prorrogada para 2021 devido à pandemia. Em 2022 será a Rosa Casarin (devota). No ano que vem, seria o prefeito, novamente, como representante maior da cidade, mas ele não aceitou. 

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