GREENPEACE

Ativistas vão ser indiciados por pirataria na quarta

Na Rússia, o delito de pirataria pode ser punido com até 15 anos de prisão em regime fechado

France Press
correiopontocom@rac.com.br
01/10/2013 às 15:51.
Atualizado em 27/04/2022 às 16:46

Os 30 ativistas do Greenpeace detidos na Rússia por participar em uma ação de protesto em uma plataforma petrolífera no Ártico, entre eles a brasileira Ana Paula Maciel, vão ser indiciados nesta quarta-feira por pirataria, informou a agência Interfax, citando uma fonte da polícia. Na Rússia, o delito de prática de pirataria pode ser punido com até 15 anos de prisão. Um porta-voz do comitê de investigação confirmou à AFP que os ativistas serão indiciados, mas se negou a dar detalhes sobre as acusações. Mais cedo, a chefe de uma comissão de vigilância penitenciária informou que os ativistas do estão praticamente em estado de choque por causa de sua situação. "Muitos deles estão quase em estado de choque. Não entendem do que são acusados", declarou à AFP Irina Païkatcheva, que visitou os militantes em prisão preventiva em Murmansk (nordeste). "Não podiam imaginar estas consequências depois de uma ação pacífica em um país democrático", explicou Païkatcheva. Trinta ativistas que participaram na ação - 26 estrangeiros e 4 russos - foram colocados em prisão preventiva até 24 de novembro sob acusação de "pirataria", um delito que pode valer até 15 anos de prisão. Seu barco, o Arctic Sunrise, foi interceptado em 19 de setembro por um grupo da guarda costeira russa e rebocado para Murmansk. Os tripulantes do barco tentavam abordar uma plataforma da empresa Gazprom no Ártico para protestar contra os projetos de extração de petróleo na região. Veja também Ativistas do Greenpeace detidos em estado de choque Chefe da comissão de vigilância penitenciária afirmou que os detidos não entendem a acusação Greenpeace vai à Justiça contra prisões na Rússia Os 30 membros da tripulação foram colocados sob detenção por um tribunal de Murmansk Ativistas do Greenpeace ficarão detidos por dois meses Dos 30, 22 ficarão presos por dois meses e oito por três dias, informou a ONG, que irá recorrer Tribunal ordena prisão preventiva de cinco ativistas Presos são acusados de pirataria por ação de protesto contra o gigante do gás Gazprom no Ártico Tribunal prolonga detenção de ativista do Greenpeace Justiça prolongou por dois meses a prisão de um dos 30 presos; entre eles, há uma brasileira Ativistas do Greenpeace vão à prisão provisória Entre os ativistas detidos está a bióloga brasileira Ana Paula Maciel que será interrogada pela polícia

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