Planos de saúde

Reajuste deve ser próximo a 15,8%

Previsão é da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge)

Da Redação
21/05/2022 às 09:17.
Atualizado em 21/05/2022 às 09:18

ANS informou que realiza estudos junto ao Ministério da Saúde para definir valores (Arquivo/Agência Brasil)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou na última sexta-feira (20) que o percentual máximo de reajuste a ser autorizado para os planos individuais ou familiares deve ser divulgado em breve, após análise do Ministério da Economia.

Segundo a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), a previsão é que o percentual aplicado em 2022 seja de 15,8%. “Nesse sentido, é importante lembrar que os planos de saúde foram o único setor regulado com reajuste negativo em 2021, de -8,19%, reflexo direto das despesas médico-hospitalares de 2020 inferiores às de 2019 por conta do adiamento dos procedimentos eletivos, gerado pelo distanciamento social logo no início da pandemia”, diz a associação.

De acordo com a ANS, o cálculo do índice de reajuste anual foi enviado no dia 10 de maio para a pasta. “Ainda não há, portanto, uma data definida para divulgação do índice”, afirmou a agência reguladora. O Ministério da Economia também ressaltou que só se manifestará quando a avaliação for concluída.

Abramge aponta que, em 2021, as despesas superaram “e muito” as de 2020, como resultado da elevada taxa de ocupação hospitalar motivada pela retomada dos atendimentos adiados no ano anterior e a segunda onda da Covid-19.

“Outros fatores que impactaram, foram a inflação mundial de insumos (materiais, equipamentos e medicamentos) e a alta exponencial do dólar, moeda atrelada a grande parte dos insumos médico-hospitalares utilizados no Brasil”, acrescentou em nota.

Já a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) projeta o reajuste em 15,7%. Segundo a entidade, o aumento de itens diversos, como o preço de medicamentos e insumos médicos, a forte retomada dos procedimentos eletivos, o impacto de tratamentos de Covid-19 longa e a incorporação de novas coberturas obrigatórias aos planos de saúde, como medicamentos e procedimentos, devem impactar no reajuste.

Além disso, a Federação cita que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que incide sobre custos de naturezas como despesas administrativas, também deve impactar o número.

“Nesse sentido, vale ressaltar que o Brasil enfrenta a maior inflação geral em 19 anos, o que afeta diversos setores de atividade econômica, incluindo o mercado de planos de saúde. Ainda assim, no acumulado dos últimos dois anos, o IPCA passou de 16% e o reajuste de medicamentos, 22%, frente a 6,22% dos planos de saúde individuais, se confirmadas as projeções de reajuste para 2022, e considerando o reajuste negativo de – 8,19%, em 2021”, apontou a FenaSaúde.

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